O Observador

Pesquisar este blog

sábado, 12 de março de 2011

Atividade Supervisionada Fase I módulo A 2011


Prezados Alunos,


Acredito que todos estejam sabendo que esta semana que vem (15 à 18/03) será o período máximo para realizar a avaliação da Atividade Supervisionada Fase I do Módulo A 2011.
Mesmo assim decidi registrar alguns lembretes:
*Não deixem para fazer no último dia, nem na última hora, pois trabalhamos com sistema e sabemos que muitos alunos deixam para o último momento, o que pode congestionar o sistema, impossibilitando a avaliação, os prazos são realmente respeitados, se não fizer no tempo previsto fica com nota zero.
*Leiam o Guia de Conteúdos, observem as datas no AVA (Link Atividade Supervisionada Fase I) e estudem toda a rota de aprendizagem antes de realizar a avaliação.
*Compareçam nas datas marcadas para fazer a interação com os outros aluno e comigo tutor, assim poderemos nos fazer presentes no fórum interagindo com alunos de todo o Brasil (relembrando alunos do segundo horário chegam mais cedo para debatermos e do primeiro horário ficam um pouco depois da aula). Essa atividade de interação não vale nota e não é obrigatória, porém acredito que o conhecimento adquirido quando se faz essa troca de informações pode valer na sua carreira profissional, mais que uma nota 10 no seu histórico; O "network" é muito importante, nunca sabemos o dia de amanhã.
Portanto aproveitem o fim de semana e leiam, estudem, aprendam, conhecimento é a única coisa que ninguém tira da gente.
ATENÇÃO!!
Cada curso tem seu prazo expirado no seu dia às 18h.
Qualquer dúvida entrem em contato comigo.
Bom descanso!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Momento de Recuperar suas notas..


Atenção alunos UNINTER, chegou o momento de recuperar suas notas, esta semana é de realizar a RCO (Recuperação de Conceito Ofertado) nos seus polos espalhados em todo o Brasil.
A prova é discursiva, dividida por disciplina com 3 questões valendo 10 e peso 6.
Compareça no horário inverso ao da sua aula e Boa Sorte.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Avaliações Módulo C 2010




Mais um módulo acaba trazendo aprendizados para a vida dos estudantes do grupo UNINTER - Fatec Internacional, chega a hora de colocar, literalmente, no papel tudo o que foi apreendido.
De acordo com as orientações do MEC, buscando sempre a melhor qualidade, os estudantes da FATEC Internacional devem realizar uma avaliação discursiva (com peso 6) ao final de cada módulo.
Cada aluno deverá fazê-la no dia e horário do seu curso.
Entendo o temor que essa forma de avaliação traz, mas acredito que se o aluno fizer tudo como indicado, respeitando as datas das Atividades Supervisionadas, participando da rádio web e chat, lendo os livros e artigos indicados, além de assistir as aulas com ATENÇÃO conseguirá fazer uma ótima avaliação.
É o momento de deixar as palavras fluirem naturalmente.
Além da avaliação discursiva, os alunos devem realizar duas objetivas (peso 4), cada uma com 10 questões de múltipla escolha que deve ser feita na presença do tutor / coordenador mediante marcação.
Em caso de dúvida observe o cronograma disponível no AVA.
Parabéns por mais uma conquista!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

I Workshop sobre Trabalho, Ocupações e Profissões no Brasil

A FUNDAJ recebe o I Workshop sobre Trabalho, Ocupações e Profissões no Brasil, um evento que promete dar um panorama bem geral da atualidade profissional no Brasil, se você é de Recife e região, não perca essa oportunidade de trocar idéia sobre um tema tão pertinente perante esse "boom" que estamos passando. #FicaDica

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Determinação = Sucesso


72% dos estudantes que concluem ensino superior conseguem aumento.
Renda mensal de família com algum graduado é até 158% superior

De segunda a sexta-feira, o dia de Daniela Alves Santos, de 23 anos, começa às 7h da manhã com um copo de leite e termina às 2h30 depois de uma aula de matemática financeira, estatística, marketing ou contabilidade. Durante o dia, ela trabalha no setor administrativo de uma empresa de desenvolvimento sustentável e, de madrugada, cursa administração numa universidade particular da Zona Sul de São Paulo.
São cinco horas de sono por noite. Trem, ônibus e metrô lotados para ir de casa ao trabalho e do escritório à universidade - esforço que deve dar a ela, daqui a dois anos, um diploma de ensino superior: o primeiro da família.
A estudante de administração é um retrato da nova classe média, que tem conquistado uma renda melhor não só com "bicos" e trabalho dobrado, mas com investimento pessoal em educação. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, coordenada pelo professor Marcelo Néri, conseguiu medir o impacto dos anos de estudo a mais na renda da população.
Fica bem claro que esses ganhos foram maiores nas classes mais baixas. "A renda dos mais pobres cresceu muito e a educação explica dois terços desse movimento. Enquanto no topo, a taxa de crescimento é menor e a educação explica menos, porque são pessoas que já tinham acesso ao conhecimento", esclarece o pesquisador.
Entre 2003 e 2009, a renda individual do brasileiro cresceu 3,8% ao ano. Entre os 20% mais pobres, esse crescimento foi duas vezes maior. A novidade trazida por Néri é a comparação da renda com o nível de escolaridade e com a jornada de trabalho. No mesmo período, os brasileiros mais pobres conseguiram aumentar os anos de estudo em 5,19%, enquanto esse índice entre os mais ricos nem sequer chegou a 1%. Por sua vez, as horas de trabalho dos trabalhadores das classes C e D diminuíram. Aqui, Daniela, que nem se formou ainda, também serve de exemplo.
Ela está na metade do curso de graduação e já sentiu a conta engordar. Em dois anos, passou de estagiária a gerente administrativa: o salário multiplicou por três. Na casa onde vive com a mãe, pensionista, a universitária é hoje quem tem a maior renda. Além de pagar a faculdade sozinha, Daniela consegue realizar pequenos sonhos: comprou computador e celular e faz planos de colocar o primeiro carro na garagem no início do ano que vem. "Nada disso seria possível sem estudo. O último aumento, que recebi há três meses, jamais teria vindo se eu estivesse parada."
Um levantamento do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semeesp) constatou que 72% dos estudantes que concluem o ensino superior conseguem aumento salarial. "A produtividade do profissional aumenta e o salário é reajustado também", explica o economista Rodrigo Capelato, diretor executivo do sindicato.
Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram essa evolução: numa família em que todos os membros têm no máximo o ensino médio, a renda mensal gira em torno de R$ 1.659,99. Quando alguém, na casa, tem o diploma de graduação esse valor vai para R$ 4.296,05.
"Parece estranho, porque em alguns segmentos da sociedade ter ensino superior hoje é o mínimo. Mas o fato é que essa é uma realidade distante da maioria e quem consegue esse feito se destaca", diz Hélio Zylberstajn, pesquisador do Observatório do Emprego e presidente do Instituto Brasileiro de Relações de Emprego e Trabalho (Ibret). No País, cerca de 44 milhões de famílias não sabem o que é ter alguém numa universidade.
Para Daniela, isso só foi possível com um bom desconto na mensalidade. Com o salário de estagiária, não dava para pagar mais de R$ 200 por mês pelo curso. Para não extrapolar a renda e continuar ajudando em casa, o jeito foi estudar de madrugada, das 23h à 1h45.
Desde o ano passado, o horário é oferecido pelo Centro Universitário UniÍtalo, na zona sul de São Paulo, pela metade do preço. Dos 10 mil alunos, 1,1 mil estudam de madrugada. "Há dois anos decidimos focar nas classes C e D e sentimos necessidade de oferecer horários diferentes para esses alunos, que precisam trabalhar para pagar os estudos", diz o pró-reitor de graduação.

http://bit.ly/c7f8Aw



Colaboração: Raul Picler

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ensino Fundamental, Médio e Superior - DISTÂNCIA NÃO É MAIS EMPECILHO



De acordo com o último censo da Associação Brasileira de Ensino a Distância, com dados de 2008, cerca de 2,64 milhões de brasileiros estudaram por Educação a Distância (EAD) naquele ano —dos 1.752 cursos oferecidos, 33% eram de pós-graduação, mestrado ou de aperfeiçoamento, relacionados à educação adulta ou educação executiva.

Ensino fora da sala de aula é o que mais cresceu no País

A educação a distância é a modalidade que mais cresce no ensino superior brasileiro. Dados do último censo da Associação Brasileira de Educação a Distância apontam que em 2008, o número de estudantes de graduação foi de 760.599 —um aumento de 91% em relação ao ano anterior. De 2004 a 2008, o salto foi de 1.175%.

Para o presidente da associação, o professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) Frederic Michael Litto, entre as vantagens do ensino a distância estão a possibilidade de levar os cursos de graduação para cidades onde não há professores, além da flexibilidade de horários e valores mais baixos nas mensalidades.

Para evitar a proliferação de cursos de baixas qualidade, a Secretaria de Educação a Distância passou a fiscalizar os cursos - desde 2008, 320 professores percorrem 23 instituições por todo o País para avaliar, in loco, o ensino oferecido.

Matéria disponibilizada em http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1711423&area=92020&authent=04768B88C47030BDCF801354C989B6

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

AVATAR PODERÁ DAR AULAS EM 2015


Para a Fast Future, ele também substituirá professores do nível fundamental. Surge entào a função de gestor do avatar.
O foco do gestor de avatar será acompanhar o aluno, reforçar conteúdos e mapear interações para planejar o curso, diz José Moran. diretor do centro de educação a distância da Anhanguera e professor "A educação ainda está muito aquém da evolução tecnológica", ressalva.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Falta de segurança prejudica turismo no Brasil

Pesquisa do Ministério do Turismo aponta que a sensação de insegurança é um dos principais motivos que freia o turismo, tanto pela repercussão de crimes cometidos aqui, quanto pela degradação dos centros históricos



A falta de investimentos em segurança, preservação do patrimônio e até mesmo em ações básicas como coleta de lixo pode ser constatada nos dados de desembarques internacionais. Atualmente, o número de turistas estrangeiros que visita o Brasil é o mesmo desde 1999, cerca de 5 milhões de pessoas.
Para efeito de comparação, Argentina e Chile tiveram no mesmo período um aumento de quase 10% no número de desembarques internacionais. Apesar do crescimento do turismo interno, o Brasil responde por apenas 25% do total de turistas estrangeiros que vêm para a América do Sul. A África do Sul, igualmente distante dos países emissores de turistas e com problemas maiores de segurança, recebe 10 milhões de visitantes por ano.

Segundo pesquisas apresentadas pelo Ministério do Turismo, a sensação de insegurança é uma das principais razões - isso ocorre tanto pela repercussão de crimes cometidos aqui quanto pela degradação dos centros históricos. "Há ainda uma associação cada vez maior do Nordeste com a exploração sexual de menores", afirma o turismólogo Marcos Bitar. "São questões básicas a serem resolvidas", completa Thais Funcia, diretora da Escola de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi. "Sem infraestrutura não é possível atrair turistas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI176567-16418,00-FALTA+DE+SEGURANCA+PREJUDICA+TURISMO+NO+BRASIL.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

I Workshop de Tecnologia










Inscreva-se em http://www.facinter.br/fichadeinscricao/CONGRESSO_R1/fichainscricao.php?CONGRESSO=5

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

EaD Funciona


Número de alunos da educação a distância aumentou em relação ao ensino presencial

Publicado por Redacao on Aug 19th, 2010

A redução dos preços nas mensalidades contribui para o crescimento da educação a distância no Brasil. A informação é do professor-doutor João Vianney do Valle Santos, da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), durante conferência, nesta quinta-feira (19), no Congresso Brasileiro de Educação Corporativa, no auditório do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT-MA).
“A educação a distância (EaD) no país cresceu aceleradamente nos últimos anos”, observa o professor. Só em 2003, o aumento de alunos no EaD foi de 22,6%, enquanto o número de matriculados no ensino presencial alcançou apenas 11,7%. Em 2008, esse número subiu para 96,9%, enquanto no presencial, baixou para 4,1%.
Conforme João Vianney, pesquisa realizada entre seis universidades brasileiras demonstra que a menor redução de preço na EaD em relação à presencial chegou a 35,5%; a maior alcançou 74,7%. Também são maiores os percentuais de matriculados na EaD mais velhos, de pele escura, com dois ou mais filhos, que ajudam e trabalham para sustentar a família e que são arrimos de família.
O professor enfatiza que a visão da educação a distância é ensinar mais pessoas, trabalhando mais conteúdo e menos recursos materiais e humanos, de forma a aumentar a produtividade. “No processo, você faz em menos tempo e qualifica mais pessoas, garantindo o aumento de produtividade. Não interessa o meio, interessa a seriedade do processo”, acrescentou.
João Vianney do Valle destaca que fazer diferente é uma estratégia da educação a distância, e o Judiciário Brasileiro tem investido nessa ferramenta, voltada para os valores de futuro, de transformação. Segundo ele, os setores público e privado estão altamente envolvidos nesse processo, mas as instituições de Ensino Superior privadas ainda estão em fase de observação pelo MEC.
O congresso, que será encerrado nesta sexta-feira (20), às 17h, reúne magistrados e servidores das justiças Federal, Estadual, Eleitoral, Trabalhista e Militar de vários estados do país. No último dia do evento a programação começa às 9h30. Serão apresentados os temas educação corporativa e responsabilidade social e ambiental, inteligência coletiva, educação corporativa e gestão estratégica no Judiciário e comunicação e educação corporativa. O congresso é uma realização o Fórum Brasileiro de Educação Corporativa do Judiciário (Fecjus), em parceria com o TRT-MA

http://oquartopoder.com/?p=11698

colaboração: pró-diretoria EaD

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

"É possível que a filosofia seja mais atraente"

"É possível que a filosofia seja mais atraente"
Zero Hora - RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 17/08/2010
Jostein Gaarder, escritor norueguês

Seu livro mais famoso, O Mundo de Sofia, vendeu 40 milhões de exemplares (no Brasil, já se encontra na 25ª edição) e foi traduzido para mais de 55 línguas. Agora, o norueguês Jostein Gaarder, um ex-professor que ainda fala com surpresa do sucesso da obra de estreia, está no Brasil para promover o lançamento de mais um romance que aborda questões filosóficas a partir de um enredo simples. O Castelo nos Pirineus, lançado este mês pela Companhia das Letras, é a história de um casal de ex-amantes, Steinn e Solrun, que, por meio de uma tensa troca de e-mails, tenta entender as razões da separação. Ele é um cientista que crê na razão nos moldes iluministas; ela, uma mística que se aferra ao Livro dos Espíritos, de Alan Kardec. A narrativa desfiada por Gaarder reserva surpresas para ambos.

Gaarder falará hoje a cerca de 700 professores convidados no Salão de Festas da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), às 9h. O evento inaugura o módulo Fronteiras Educação - Diálogos com Professores, uma parceria do Fronteiras do Pensamento com o Instituto Claro. O Fronteiras do Pensamento é apresentado pela Braskem e tem patrocínio de Unimed Porto alegre, Gerdau, Grupo RBS, Instituto Claro e Refap, com apoio cultural da UFRGS, da Anhanguera Educacional e da prefeitura de Porto Alegre.

Na sexta-feira, por telefone, de São Paulo, Gaarder conversou com Zero Hora por meia hora. Recordou a passagem pela Jornada Literária de Passo Fundo ("Uma cidade pequena"), em 2005, e disse que Porto Alegre é conhecida na Europa e em todo o mundo em razão "daquela conferência ambiental". Perguntado por ZH se se referia ao Fórum Social Mundial, afirmou que sim. A seguir, uma síntese da conversa:

Zero Hora - Em sua visita anterior ao Brasil, em 2005, o senhor disse que, mesmo sendo uma pessoa religiosa, preferia ver as grandes indagações sobre o mundo e a existência humana tratadas por cientistas, e não por filósofos. Continua pensando assim?

Jostein Gaarder - Sim. Quis dizer que o debate filosófico foi dominante durante séculos. Hoje, acredito que é mais importante ler os cientistas. Preferiria discutir a natureza do universo com um astrônomo ou um astrofísico do que com um filósofo. Algumas das grandes questões filosóficas deixaram o âmbito da filosofia e são melhor trabalhadas pelos cientistas. Há uma filosofia local na ciência, e mesmo uma religião. O astrônomo britânico Stephen Hawking disse anos atrás que estava fazendo algo como procurar as impressões digitais de Deus.

ZH - O que falta aos filósofos nesta época?

Gaarder - Essa é uma questão relevante em meu livro O Mundo de Sofia. A filosofia é muito acadêmica. Muitas pessoas têm medo de mergulhar na filosofia porque ela soa muito seca. Definitivamente, há grandes questões filosóficas sobre as quais se pode falar muito claramente. É possível que a filosofia seja mais atraente e acessível.

ZH - Em passagem por Porto Alegre na semana passada, o crítico Terry Eagleton assinalou que o assim chamado "debate sobre Deus" voltou à moda. Isso o surpreende?

Gaarder - Talvez isso ocorra em razão de um revival do sentimento religioso. Eu era estudante no começo dos anos 1970, e todos víamos a religião como algo que tinha ficado para trás. Víamos que havia um número grande de pessoas envolvidas com religião, mas que estavam erradas. Você pode encontrar fundamentalismo entre os cristãos, e também fundamentalismo islâmico. Na Europa, recebemos mais e mais imigrantes desses países (muçulmanos). Isso estimulou o debate entre crença e conhecimento, crença e ciência. Esse foi um grande debate que começou com Charles Darwin (biólogo britânico, autor de A Origem das Espécies e da teoria evolucionista). Eagleton está completamente certo ao dizer que há um revival. E então se vê uma reação contra as tendências religiosas, como a de Richard Dawkins, que escreveu um livro chamado Deus - Um Delírio. Adoro Dawkins e seus livros, mas acredito que naquele livro ele está indo um pouco longe, como um fundamentalista ao contrário. Penso que ele está se tornando muito racionalista.

ZH - Dawkins é justamente um cientista que escreve sobre religião.

Gaarder - Sim. Creio que esse debate é interessante. Acredito que há três coisas que sempre acompanham os seres humanos: uma delas é o sexo, outra é a guerra e a terceira é a religião. Quando era jovem, acreditava que um dia não haveria guerras, acreditava nos ideais pacifistas. Também acreditava que o fundamentalismo religioso desapareceria completamente em poucas décadas. Mas estava errado. E com certeza o sexo nunca morrerá, porque nesse caso a humanidade também morreria.

ZH - O Castelo nos Pirineus é uma história de amor, como A Garota das Laranjas. Desta vez, porém, o pano de fundo é o conflito entre razão e misticismo. Como o livro surgiu?

Gaarder - Minha primeira intenção era tratar a questão da religião de um ponto de vista cético. Optei por contar o encontro de dois ex-amantes que têm interpretações completamente diferentes sobre a separação. E quanto mais escrevia sobre Solrun (a heroína), mais queria ouvi-la. Hoje, considero aquele debate entre os dois como algo que ocorria no interior de minha própria mente. E também me entendo muito mais. Não sabemos o que é o universo. Acredito totalmente na ciência, mas nenhum cientista pode nos dizer o que foi o Big Bang. Meu livro é uma história de amor, uma história psicológica. Assim como A Garota das Laranjas, trata-se de uma história de amor e também sobre grandes questões, sobre vida e morte. Creio que todos os meus livros têm essa dimensão filosófica.

ZH - Qual dos dois personagens tem mais de Jostein Gaarder: Steinn, o racionalista, ou Solrun, a transcendentalista?

Gaarder - Quando comecei a escrever o livro, me sentia definitivamente muito mais próximo de Steinn, o racionalista. Ele não é apenas um racionalista, mas alguém que admite fazer grandes perguntas. Mas também me sinto mais próximo desse ponto de vista transcendentalista ou espiritualista do que quando comecei a escrever o livro. Tive de escrever com propriedade sobre Solrun, trabalhei em favor dela. Mas a pergunta foi clara, e me sinto mais próximo de Steinn. A crença dela é muito específica, ela crê no Livro dos Espíritos (de Alan Kardec, obra máxima da doutrina espírita).

ZH - O Mundo de Sofia vendeu 40 milhões de exemplares. Pelo menos no Brasil, o senhor é mais popular do que Ibsen, dramaturgo norueguês que foi um dos pais do teatro moderno.

Gaarder - Certo.

ZH - O que pensa disso?

Gaarder - Bem, creio que as pessoas no Brasil deveriam ler mais Ibsen. (Risos.) Com certeza. Quando escrevi O Mundo de Sofia, imaginei que o livro seria lido por poucos. Ainda estou impressionado com isso. Subestimei o fato de que os seres humanos em geral, como eu, se fazem perguntas sobre quem somos, de onde viemos, o que é o universo. Essa abordagem universal, não apenas em O Mundo de Sofia, fez com que felizmente fosse aberto um caminho para outros livros meus.

ZH - Dos três grandes temas citados pelo senhor - sexo, guerra e religião -, já escreveu sobre o primeiro e o último. Algum dia escreverá sobre a guerra?

Gaarder - É uma boa pergunta. A guerra nunca me atingiu. Mas há algo que me atinge todos os dias e sobre o qual quero escrever: o grande desafio ambiental. Isso é um tipo de guerra, uma guerra para defender nosso planeta da eliminação, do fim de toda a civilização. O que são a literatura e a arte? São a celebração da consciência humana. A arte e a literatura têm de ser a vanguarda na defesa da consciência humana. Somos capazes de destruir a humanidade. Destinei parte dos direitos de O Mundo de Sofia para fundações ambientalistas.

luiz.araujo@zerohora.com.brLUIZ ANTÔNIO ARAUJO

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

UNIVERSIDADE "DO FUTURO" SERÁ INTERDISCIPLINAR, À DISTÂNCIA E COM FINANCIAMENTO PÚBLICO

UNIVERSIDADE "DO FUTURO" SERÁ INTERDISCIPLINAR, À DISTÂNCIA E COM FINANCIAMENTO PÚBLICO

Da Redação*
Em São Paulo

Formação interdisciplinar, ensino a distância e financiamento público foram temas presentes no 1º Ciclo de Debates “A universidade pública brasileira no decorrer do próximo decênio”, realizado na quarta-feira (11) no campus da Unesp na Barra Funda, na capital paulista.

Participaram dos debates os professores Olgária Matos, da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luiz Antonio Constant Rodrigues da Cunha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gerhard Malnic (USP), Naomar Monteiro de Almeida Filho, ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Hélio Nogueira da Cruz (USP) e Marco Aurélio Nogueira (Unesp). Abriram a sessão o reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e o secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt.

Um dos objetivos do debate era expor o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Unesp à comunidade científica nacional. O documento, que traça metas para um período de dez anos da universidade, foi apontado por Júlio Cezar Durigan, vice-reitor da Unesp, como uma forma de combater gestões personalistas e a falta de continuidade de projetos nas universidades. O vice-reitor da USP, Hélio Nogueira da Cruz, lamentou o fato da Universidade de São Paulo ainda não ter criado o seu PDI.

Interdisciplinaridade

O ex-reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Monteiro de Almeida Filho apresentou o projeto “Universidade Nova”, implantado naquela universidade, como resposta à crescente demanda pelo aumento de vagas no Ensino Superior público e também às críticas à falta de uma formação mais abrangente.

Em sua gestão, foram criados bacharelados interdisciplinares em quatro áreas: Artes, Humanidades, Saúde e Ciência e Tecnologia. Com eles, o aluno estuda uma lista mínima de disciplinas obrigatórias e preenche o resto do currículo com optativas. Ele defendeu que o modelo permite ocupar vagas ociosas em disciplinas de cursos já existentes, dá liberdade ao aluno para experimentar antes de definir sua carreira, reduz a evasão e cria formações multidisciplinares.

Luiz Antonio da Cunha, porém, criticou modelos de bacharelados mais rápidos e também o modelo de ciclos básicos - como o implantado na UFBA. Para o sociólogo da UFRJ, são maneiras de acelerar a formação e baratear custos, mas que nem sempre estão vinculadas à manutenção ou ao aumento da qualidade.

Financiamento público

De acordo com Gerhard Malnic, da USP, o dinheiro público destinado ao ensino superior no Brasil não só é muito menor do que se acredita, como também é bem inferior ao que é investido para esse fim em países desenvolvidos. Segundo o cientista, cerca de 30% da educação de terceiro grau é oferecida por intuições públicas, enquanto nos EUA o índice é de mais de 60%, na França esse número beira os 90% e no Reino Unido apenas a Universidade de Buckingham não é pública. O custo de cada aluno para os cofres do governo também é menor aqui: varia de 4,5 mil a 8 mil dólares, contra uma média de 12 mil dólares no Canadá e 11 mil nos EUA, por exemplo. “Muito se fala em participação do setor produtivo nas universidades, mas essa é uma forma de complementar o financiamento, e não de substituir a participação do Estado”, diz Malnic.

Ensino a distância

A “universidade da próxima década” terá boa parte de sua função educacional cumprida a distância, segundo vários participantes presentes nos debates. O vice-reitor da Unesp acredita que o ensino a distância é capaz de atender mais pessoas e apresentar qualidade igual ou até superior à modalidade presencial. Ele também destacou a importância das tecnologias de informação e comunicação nas aulas presenciais e na gestão da universidade.

Pós-modernidade

Em contraponto ao otimismo de alguns colegas, Olgária Matos, professora de filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), falou sobre a transformação do ensino em mercadoria e o esvaziamento do discurso científico no futuro da universidade. "Na universidade dita moderna, anterior à atual [pós-moderna], não se fazia a pergunta ‘para que serve a cultura?’, tão comum nos dias de hoje. A questão era: ‘de que a cultura pode nos liberar?’."

Para a professora, o excesso de pragmatismo da “universidade pós-moderna” a impede de se aprofundar. Sua natureza seria pautada sempre pela mudança incessante de métodos de estudo e pela dificuldade de diferenciar pesquisa e produção. Ela acredita que a aplicação dos mesmos critérios de avaliação de produtividade das áreas de Exatas e Biológicas à de Ciências Humanas é um reflexo desse comportamento. "Exigir que um teórico da minha área, por exemplo, publique dois artigos inéditos todo ano é ridículo. Será que alguém acredita que um pensador pode ter duas ou três idéias brilhantes ao ano?"

*Com informações da Agência Fapesp e da Unesp

http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/13/unesp-debate-interdisciplinaridade-ensino-a-distancia-e-financiamento-publico-na-universidade-do-futuro.jhtm

colaboração: pró-diretoria ead